Eis-me aqui, Vento!
Abraça-me e aqueça-me em seu sopro morno
Murmure em meus ouvidos
Os Segredos de Deus, pois já me esqueci…
Esqueci de minhas origens
Esqueci de onde vim e para onde vou
Encontro-me nesse emaranhado de estrelas
Apesar de tanta luz, estou no escuro
Minha cabeça gira unida ao Globo Maior
E descalça em cima de uma linha umbrática
Presa por um muro invisível
Confusa, busco um caminho
Em devaneio não sei onde estou…
E distando aqui desse jeito…
Destarte, sem grandes efeitos
Continuo nessa esfíngica caminhada
Aprisionada por carnes, músculos e ossos
Eis-me aqui…
Oh! Vento!
Acorrentada na minha própria ignorância.
