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domingo, 4 de setembro de 2022

VENTO

 



Eis-me aqui, Vento!

Abraça-me e aqueça-me em seu sopro morno

Murmure em meus ouvidos

Os Segredos de Deus, pois já me esqueci…

Esqueci de minhas origens

Esqueci de onde vim e para onde vou

Encontro-me nesse emaranhado de estrelas

Apesar de tanta luz, estou no escuro

Minha cabeça gira unida ao Globo Maior

E descalça em cima de uma linha umbrática

Presa por um muro invisível

Confusa, busco um caminho

Em devaneio não sei onde estou…

E distando aqui desse jeito…

Destarte, sem grandes efeitos

Continuo nessa esfíngica caminhada

Aprisionada por carnes, músculos e ossos

Eis-me aqui…

Oh! Vento!

Acorrentada na minha própria ignorância.