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sábado, 28 de julho de 2018

Deixa!






Deixa eu sentir teu cheiro,
Que exala de tua pele
E embriagar-me de tanta loucura
Saciar esse meu desejo indomável
Que pra você é somente, sofismável

Deixa eu dançar entre teu corpo
Numa coreografia bonita
E que sejamos,
Uma dupla de dançarinos invejáveis
Na pista deslisante da vida

Deixa eu sentir o orgulho
De amar um homem,
Que seja úbere de qualidades
Mesmo que eu tenha de me refocilar
Das minhas puras e loucas fantasias

Deixa eu viver esse momento feliz
Mesmo sabendo que é por curto tempo
Mas, que nesse espaço de sonhos domados
Perdure…
E você me faça feliz.

ATO!





Sinto-te
Submeto-me as tuas carícias
E enlouqueço…
Sinto-te
Tenho-te
E mergulho em teu corpo
Depravante
Provocante
e impuro…
Atinjo-me em seus declínios
Que são fascínios…
Que faz de mim
A mais bela e pura
criatura…
Sinto-te
Possuo-te
Suspiro em teu esgotamento
E meu corpo molhado em teu suor
Descansa e vasculha
Devagar
Com detalhes e calma
O mais profundo de tua alma
E adormeço…

Canhenho!





Eu, você e o meu canhenho!
O que me resta?
Eu sem você no meu divã
Segregada no Recamier

Estou só
Hoje infeliz por não ter você
Sinto-me tão pequenina,
Tão frágil e menina

Fico imaginando você
Onde estás e com quem?
Eu sozinha
E mais ninguém…

Queria-te
Quero-te
Fico parada no tempo
Esperando que a hora passe
Mas…o dia é tão lento.

Nossas horas juntos são poucas
E o pouco tempo que temos,
Deixa-me louca
Usando-me como isca, torturando-me
Como de costume e sempre

Já não sei mais o que digo
Se não estás comigo
Sinto-me perdida em pensamentos
E meu coração triste a reclamar

Hoje só
Amanhã somente só
Depois…sempre só
Porque nunca sei onde estás…

terça-feira, 10 de julho de 2018

Inquietude!




Observo no silêncio o tempo inquieto
Há algo velado nele
Não sei o que é, e não entendo
Por horas uma tristeza me abate
Delongas horas me emudece
Toma conta de mim essa dor
Estranha – vazia - pesada no andor
Acolhida no porão de minha alma
Repousa a minha mente
Questionando a vida – sempre
Sempre!
Ah! A vida por ela só…
O início, o meio e o fim…
Tão somente – só!
Aturdida viajo para lugares
Que nunca acalcanhei as terras
Mas reconheço nelas a nostalgia
De um passado flanado sem via
E me ouço no vasto silêncio
O pulsar das minhas artérias
A dor! Da dor, doída!
Percebo o vento tépido na pele
Meus olhos acortinados
Testemunham as luzes dançantes
Na negritude de um vazio brilhante
Trago lentamente o ar morno
Adentrando em meus pulmões
Inspiro…
Espiro…
Anestesio-me em pensamentos…
Continuo nessa minha inquietude
E não me tenho mais…






Luiza Lozada - 09/07/2018