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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As pérolas de nossas vidas...


Hoje de manhã, ao ver o dia lindo, pensei na vida. Está um pouco complicada, é verdade! Devido ao nosso próprio egoísmo. Mas, ainda assim, é bacana termos a oportunidade de estarmos aqui e perceber que ao caminhar pela estrada da vida, encontramos amigos que são pérolas em nossas vidas...
Acho que já nasci analítica e talvez, por esse mesmo motivo, perceba que a maioria das pessoas está sempre mascarada, escondida entre vaidades e interesses.
Entretanto, às vezes, por sorte ou recompensa, encontramos pérolas. Elas passam desapercebidas, pois são discretas e raras. Mas, feliz daquele que consegue, nesse mar de turbulências, encontrá-las nas conchas da vida.

As pérolas são pedras preciosas raríssimas e por isso é difícil de nos enganarmos. Quando as achamos, percebemos que também somos uma pérola. Porque só reconhecemos nos outros o que já existe em nós... a reciprocidade.

Um comentário:

Luiza Lozada disse...

É somente uma curiosidade...

As pérolas são produzidas através de um processo natural. Podem ser encontradas dentro de um molusco que dá pelo nome de ostra. Na verdade é um simples processo de proteção destes animais, ou seja, a forma de se proteger de corpos estranhos que entrem nestes moluscos, para que estes não ponham em risco a sua integridade.
As ostras não são os únicos moluscos que produzem pérolas. É um mecanismo que é utilizado por quase qualquer bivalve. No entanto, apenas as ostras produzem pérolas com o brilho atrativo que faz delas uma peça de joalharia, além de que a maioria das pérolas produzidas por outros moluscos não têm a durabilidade das pérolas produzidas pelas ostras.
As pérolas utilizadas na joalharia são produzidas por duas espécies de ostras diferentes. Ostras de água salgada e ostras de água doce. Não pertencem à mesma família mas têm uma característica em comum. O seu interior é revestido por uma substância chamada nácar, ou como também é vulgarmente conhecido, madrepérola. É este material que constitui a maior parte da pérola. A título de curiosidade, as ostras comestíveis não produzem pérolas.
Como já foi mencionado antes, a ostra é um bivalve, ou seja o organismo encontra-se protegido por duas conchas, chamadas valvas, que são mantidas unidas por um ligamento. As valvas normalmente estão ligeiramente afastadas no ponto oposto ao do ligamento para permitir a entrada de alimentos na cavidade formada pelas valvas.
A ostra possui no seu interior um manto que cobre as valvas. Este manto é chamado nácar (ou madrepérola). À medida que a ostra aumenta de tamanho, também este manto acompanha o crescimento da ostra. Assim, este material tem de estar constantemente a ser produzido pela ostra, sendo criado a partir dos minerais contidos nos alimentos da ostra. Se uma substância estranha entrar dentro da ostra e se instalar entre a concha e o manto de nácar, isto irá criar uma irritação do manto. Como forma de proteção desta irritação, a ostra começa a cobrir este objecto estranho com nácar. Com o passar do tempo são sendo depositadas camadas sucessivas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola.