Hoje todos ficamos muito tristes e, talvez, mais questionadores e pensativos. Alguns eu diria mais. Refletir sobre a partida de alguém que foi importante para todos nós, dói.
Das onze andorinhas que povoam esta gleba familiar, tia Miriam, irmã de minha mãe, deixou saudade para todos nós da família e amigos. Indubitavelmente, para seu companheiro de vida, para seus filhos e para os seus neto esta perda é mais dolorosa. Talvez uma neta lhe recorde daqui alguns anos, nas lembranças de imagens congeladas em minúsculos pixels por ser muito pequena para entender o atual acontecimento.
Esta andorinha deixou seus irmãos saudosos da época de suas infâncias, juventudes e convivências de um período remoto e também atual. Neste último, agora mais amadurecidos e lapidados pela vida. E por suas mudanças ocasionais.
O mais relevante de todo este momento é sua partida para a pátria espiritual. Um retorno que todos iremos fazer pela lei da vida.
Na Sapiência de Nosso Criador é um fato consumado, porém, não compreendemos por sermos ignorantes e pequeninos na percepção do fato em si.
Lamentamos a ida de nossos entes queridos, por todos os motivos. A presença que não teremos mais, a falta cometida e a indulgência não realizada há tempo. São diversos fatores questionáveis sobre a existência da continuação da vida.
É instintivo não querer pensar nestas coisas. Quando na realidade, para todos nós, deveria ser um dever de casa. Saber que um dia tudo acaba. Entretanto, temos medo de pensar nisto. Adiamos essa reflexão para mais tarde, no intuito de tornar mais fácil a sua compreensão ou, talvez, para deixá-la menos lancinante.
Contudo, deveríamos apropriar o seu propósito.
Que propósito?
Que a vida é um ciclo. Nascemos, morremos e renascemos com intuito de alcançar a plenitude.
Acredito nisso!
As recordações são para os que ficam. O corpo físico é uma roupagem que fica puída, gasta e velha. Decerto que o espírito adentra no plano espiritual despido de todas as suas paixões materiais.
Já na pátria de origem, as malas estão vazias, sem lenços e sem documentos.
Desnudos de nossas próprias vaidades, partimos!
Ardilosos, ainda em carne, observamos sem entender o porquê de tudo isso. Decerto que nenhum de nós saberia entender e dizer algo para consolar esta dor. Muito menos explicar esta imensa lacuna que fica em nossas vidas.
Eu diria: "um breve adeus..."
(Luiza Lozada - 30/04/2017)
Das onze andorinhas que povoam esta gleba familiar, tia Miriam, irmã de minha mãe, deixou saudade para todos nós da família e amigos. Indubitavelmente, para seu companheiro de vida, para seus filhos e para os seus neto esta perda é mais dolorosa. Talvez uma neta lhe recorde daqui alguns anos, nas lembranças de imagens congeladas em minúsculos pixels por ser muito pequena para entender o atual acontecimento.
Esta andorinha deixou seus irmãos saudosos da época de suas infâncias, juventudes e convivências de um período remoto e também atual. Neste último, agora mais amadurecidos e lapidados pela vida. E por suas mudanças ocasionais.
O mais relevante de todo este momento é sua partida para a pátria espiritual. Um retorno que todos iremos fazer pela lei da vida.
Na Sapiência de Nosso Criador é um fato consumado, porém, não compreendemos por sermos ignorantes e pequeninos na percepção do fato em si.
Lamentamos a ida de nossos entes queridos, por todos os motivos. A presença que não teremos mais, a falta cometida e a indulgência não realizada há tempo. São diversos fatores questionáveis sobre a existência da continuação da vida.
É instintivo não querer pensar nestas coisas. Quando na realidade, para todos nós, deveria ser um dever de casa. Saber que um dia tudo acaba. Entretanto, temos medo de pensar nisto. Adiamos essa reflexão para mais tarde, no intuito de tornar mais fácil a sua compreensão ou, talvez, para deixá-la menos lancinante.
Contudo, deveríamos apropriar o seu propósito.
Que propósito?
Que a vida é um ciclo. Nascemos, morremos e renascemos com intuito de alcançar a plenitude.
Acredito nisso!
As recordações são para os que ficam. O corpo físico é uma roupagem que fica puída, gasta e velha. Decerto que o espírito adentra no plano espiritual despido de todas as suas paixões materiais.
Já na pátria de origem, as malas estão vazias, sem lenços e sem documentos.
Desnudos de nossas próprias vaidades, partimos!
Ardilosos, ainda em carne, observamos sem entender o porquê de tudo isso. Decerto que nenhum de nós saberia entender e dizer algo para consolar esta dor. Muito menos explicar esta imensa lacuna que fica em nossas vidas.
Eu diria: "um breve adeus..."
(Luiza Lozada - 30/04/2017)

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