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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Aproveite o dia!







Aproveite o dia!
Levanta-te cedo!
E vomite o mingau das almas
Na pia.
Despe o teu véu noturno
E de pele nua banha-te nas purezas das águas
Impuras.
Perceba em detalhes teu corpo
E tua nudez
Quiça possa ser a última vez
Que teus olhos os desnude
Os teus medos sem fronteiras.
Vestes-te com melhor linho
Para que o embaraço não o avilte
Não pela tua nudez, já sem cor
Mas pelos trapos que o adorna.
Sendo assim
Não terás culpa e nem vergonha
Converse com teus botões interior
Arranque e rasgue as inverdades ilusórias.
Incutidas por vidas, vividas
Não seja prisioneira do teu coração 
E libertas-te!
Deixa tua alma volitar dessa escuridão
Alimentas-te bem e do bem!
Dos melhores grãos, folhas e farinhas
De virtudes, fraternidade e amor
Para que possas ofereceres
Um grande banquete aos teus vermes
E deliciarem de tua carne e dermes
E tua mente consciente e sã
Desperte num belo jardim…manhã.

Versos para ti!





Ela queria vir, mas estava sem jeito


Sem graça, tímida talvez

Sentada num “Bar Café”

Insistentemente eu a esperava

Numa conversa interior em diálogos afeito



O garçom se achegou a mesa

Suavemente assentou a xícara

O cappuccino denotando sua arte em espuma

O prato com a torta mesclada

De chocolate e creme em bruma



Ela chegou sorrateiramente

Sapateando em pena entre os meus dedos

Traçando cadência forte na missiva

Os tacões do bico derramando tinta

Um azul desbotado, borrando a escrita



Um devaneio misturado com o cheiro do café

Conluiado com o vento num sopro

Gostoso, sápido, quase morno

Ela entrementes e eu entrelinhas

As palavras se alinhando em linhas



A ansiedade de escrever, é quase um dom

Aquecendo as horas o talante

Dizer com palavras, olhos e bocas

Os anseios do bardo inquieto

Dos feitos dessa vida, do lugar, objeto



Palavras e pensamentos conectando-se

Abrilhantando as dores, os sabores

Em versos distorcidos, os amores

Os olhos cerrados, descerrando a percepção

Fremendo as asas da imaginação



Aqui nesse município inspirador, deleitoso

Um divã pra poetas num espaço ditoso

Seduzido pelo odor que movimenta a maré

Enlevo com o cheiro do tabaco, cerveja e café

Que vem de todos os lados, alegria – Alafé!



Tudo tão pertinho! E entre os dedos!

A asa da xícara ainda um pouco quente

Um teorema rabiscado no guardanapo, recente

Os dois pontos fixos aqui:

É um alumbramento por ti! Paraty!