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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Saudade



Ah! Como essa saudade dói
Uma dor indescritível, indizível...
A saudade de um amor embarcado
No tempo...No vácuo
Sem despedidas, sem desculpas...
A saudade...
A ausência...

Vivo a lembrança viva
De um período voraz e estúpido
De minutos incausto
Cruéis...
Sem adeus... Sem aviso prévio...
"Aquele" sombrio momento
O recado...O aviso...
O ergástulo numa bolha
Levitando ao vento
Soprados aos meus ouvidos:
Teu amor partiu para o invisível
Para o nada...
Esse é o sentimento...Ao menos
Agora...
O nada...
O vazio...
Ah! Que dor que dói.
Pensar...
Na figura embalsamada
De uma imagem triste
O corpo físico inerte,frio
Guardado no esquife
O repúdio da decomposição
O brilho dos olhos...Já sem luz...
O sorriso congelado...
Nos lábios enrijecidos.
Ah! Como essa saudade dói
Dói...Dói...Muito...
Corrói nas horas
Desfeitas em lágrimas
Evaporadas no tempo...
Um tempo que já não mais vivo
Esqueci de como sorrir
Não lembro-me mais...
O amanha parece estranho
Desconhecido...
Sem sentido...
Ah!Como essa saudade dói
Relembro de momentos bons...
E choro com os momentos tristes
Tantas palavras por dizer
E outras tantas...Malditas...
Tempo...Tempo...
Tempo maldito às vezes
Tempo de noites insones
De atitudes insípidas
O próprio inferno interior
Fervendo...
Queimando-me a alma
Crestando conceitos idiotas.
Somente...
Tão-somente com a dor
Percebemos na qualidade de ufano
Que não sabemos nada do nada...
Somos seres fracos e sensíveis
E nas circunstâncias descobrimos à hipocrisia...
Somos órfãos
Desse grande Universo
Somos partículas
Somos átomos
Na maioria... Pensamos estar esquecidos...


Ah! Como essa saudade dói
Fecho os olhos...Vejo o filme de minha vida
Revejo personagens que gosto e que não gostei
Revivo as saudades de agora...
E de para sempre.
Pranteio.
Muitos amigos não posso ver mais
Partiram...
Outros exclui por seus próprios estímulos
E assim sobrevivo à vida...
Vejo entre a moldura das fotos
A ausência...
Nos filmes...As nossas felicidades...
Momentâneas...
Ah! Como essa saudade dói
Sinto saudade do seu sorriso...
De seu abraço morno...
De seu carinho...
Dos nossos colóquios...
Da sua presença viva...
Da sua forca e coragem.
Ela teve que ir...é assim
Eu tenho que ficar...é assim
Desse modo é a vida...
Doravante!Viver saudades...
E viver à vida
Ou melhor...Viver essa vida...
Dar continuidade aos seus projetos,sonhos
Cuidar da sua filha...
Nossa filhinha...
Foi assim desde o inicio
E assim será...
Ah!Como essa saudade dói
A dor seria embalde
Se dela não surtisse o aprendizado...
O arrependimento...
O próprio sofrimento.
Nos dá a resignação...
Ah! Como essa saudade dói
Mas é dor de saudade...
Por que agora o que prevalece...É o meu eu...
Eu matéria...
Apesar de sermos espíritos
Somos matérias pensantes...
A dor portanto é material
Por que sei que meu amor é vivo
É espírito...
Quiçá esteja agora ao meu lado...
Afagando meus cabelos
Sentindo a mesma saudade...
E vendo-me
Com os mesmos brilho dos olhos
Que meus olhos não alcançam ver...
Ah!Como essa saudade dói...
Saudades da minha irmã querida,
Da minha amiga...
Minhas lágrimas são tristezas
Hoje...
Amanha.
Minhas lágrimas serão de alegrias
Porque sei que nos abraçaremos novamente
E seremos novamente felizes...
Mas agora... A saudade...Ainda dói.
Ah!Como essa saudade dói...


(Luiza Lozada - 28/07/2003)

Naufrágio de Almas




Naufrágios de almas!


Lambe-me a alma!
Com sua saliva espumante
Salgada, tragando-me os nervos.
Traídos pelo desespero
Líquido que espreme
Todos os órgãos e almas
Sem preconceitos
Com mãos de malfeitor
Que aperta os braços e pernas
Que adormece às vezes os sentidos
Por vezes inunda, por vezes
Na maioria os sugam
Que fazes tu?
Descaso do sofrimento e dor?
Quem és tu deus solitário?
Legião de deuses solidários?
Que assistem e sacolejam
Corpos mortos e frios
Talvez o maior de todos
Imensurável cemitério liquido
Indubitavelmente o melhor
De todos os “pescadores”
Que seduz e reluz
Com seus olhares de prata
Divisando suas presas
Lá vai!
No ninar das ondas, os barcos
Os pescadores e suas redes
São suas próprias iscas.
Quantos mais já não dormiram
Em seus braços?
Em nós atados e laços
Quantos de nós tememos?
lutamos junto de ti
Ganhando-te nos braços
Braçadas e pernas.
Tu não permitiste sequer, o gozo
Muitos cederam por fastio as tuas lambidas
Carícias e o roçar nas entranhas
Não percebendo a façanha
De um traidor.
Oh! deus das águas!
Que fulmina almas
Que poderes possuem?
Qual categoria de humor traz nos dentes
Estúpido, negro e horror
Quantos de nós?
Já sentimos seu frescor
O abraço de um sedutor
Oh! Mares! Mares!
Lambe-me a alma!
Com sua saliva espumante e,
Salgada
Meus delírios ofuscam os olhos
Sinto o amargor dos corpos, engolidos.
Incomensurável
Tão-somente! Abundantes gotas
Homogeneizadas ao sal
É uma grande porção fatal.
Fascinante, estonteante.
Os pensamentos criam asas
E esbarram-se
Na linha do horizonte
Estou cansada.
O sol aquece e adormece a coragem
Ah! Mares! Mares!
Que fazes tu além de sugar,
Violentar e seduzir corpos?
E quando não  os espraiam
Arrota-os nas orlas, inchados
Perfurados por seus dedos marinhos
Quantos ainda estarão a seu bel-prazer?
Lambe-me a alma!
Com sua saliva espumante e salgada
Porque estou triste
Tristeza que não é só minha
Comoção de fluidos
Gotículas e mais gotículas
Libertadas ao mar
Arrebatadas pelo desespero
Arrastadas.
Levadas impetuosamente pelo medo
Acrescentadasadicionadas.
Ao volume do mar.
Ah! Que fazes tu!
Nesse grande mistério, o segredo
Roubando-lhes os corpos
Tomando-lhes as almas
Sugando-lhes as gotas lacrimais
Acrescentada a ti mais gotas
Gotas, mais gotas.
Uma imensidade integrada de clamor
Nos soluços aflitos
Ah! Quanta beleza!
Sobre vossa magnificência!
Durante o dia, aquecido pelo sol
Encoberto por um lençol azul
À noite, encoberto por luzes de prata
Suas marolas, cantarola ao pé do ouvido
Abafando milhares de gemidos.
Visto do alto, um exânime amante
Um sedutor, arrebatador de cadáveres.
Oh! Imenso espelho d’água!

Lambe-me alma!

Com sua saliva espumante e salgada

Misturadas com tantas lágrimas...



(Luiza Lozada - 29/07/2001)

ACRÓSTICOS XLIV







Eis-me aqui ! No silêncio da mente
Vã, despida de sensatez
Aninhada na inocência
Pura... Suave embriaguez
Onde se esconde a sanidade.
Roça-me brandamente a pele
A passos pequeníssimos o vento quente
Relegado ! "Eu" de corpo ausente
Outrora despida, sapeca...
Cá ! Entrementes em sonhos mortos
Ouve-me, Ó Deus transparente !
Razão da qual oculta-me o espírito
Pábulo da própria vida
Ouve-me, Ó Deus transparente !

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Doze andorinhas na janela...



Era noite de Natal, muitas luzes coloridas, lá de longe surgia, talvez à distância de uma quadra, não sei bem ao certo, uma melodia natalina chegando aos meus ouvidos, mansinha, entorpecente...
Era não ! Foi uma longa noite de reflexão. Meus grilos, meus insetos mentais questionando, perfurando minha caixa craniana, pressionando as massas cinzentas, até homogeneizar, unificar uma grande massa. Seria um delírio ? Não sei...
O vento morno tomava meu corpo num abraço amistoso, complacente a minha indignação. Tal façanha me fez de espectador de minha própria historia, ou melhor, a historia dos meus ascendentes, de que ponto teria partido e começado. Do lado paterno já era um fim sem começo, um lado que nunca conheci e é óbvio que me marcou muito e teve grande peso para formar minha personalidade fria e acometida.
Mas...Voltando as minhas indagações, fiz uma prévia reflexão sobre a data de Natal, além de ser um grande marco na historia da humanidade, é um período de verão, período em que as andorinhas em bando chegam por ocasião da postura. Depois de muito tempo... Sinceramente falando, que fui entender na íntegra esse ditado: "uma andorinha sozinha não faz verão !"
Eu costumo conversar com o meu lado invisível. Pode parecer demência ou arrebatamento do juízo por drogas, mas não é, acredito que todo ser planetário são dois em um. Isto é, o lado palpável, o lado que leva beijo e porretadas. O que sangra, o que é decepado, o que cicatriza e agüenta até fenecer. O outro lado não palpável vivencia todos esse sentimentos. Pode parecer absurdo mas o corte na carne, a ferida pútrida quem percebe é o nosso lado invisível.É esse lado que acumula e se renova por experiência. A maior prova disso tudo é quando dormimos, estamos latentes, porém visíveis. Esse lado não fenece nunca, pelo contrário, é o que está mais próximo ao Grande Arquiteto do Universo, o invisível ver sem olhos, sem lupa. O cego de nascença ver tudo e a todos. São muito mais sensíveis e consegue ir além de que os nossos olhos jamais alcançariam e no entanto são eles os deficientes.
Continuando... As exóticas andorinhas. Conheci um casal de andorinha, por sinal na visão de ainda menina, que belo par ! Sendo eu uma andorinha visionária, é verossímil que tenha exagerado na minha contemplação, isto é, metaforicamente no referencial as andorinhas familiares...
Num verão muito distante esse par de pássaros nasceu de seus respectivos ovos, cresceram, procriaram e fizeram de suas próprias vidas uma história, ou melhor estava previsto iniciar também a minha. Correspondente a essa, faltou pedaços danificados com o tempo que não permitiu que fossem emolduradas para sempre.
Houve um tempo difícil, mas não consigo me imaginar e nem entender as diversidades dessa época, ainda que consiga viajar entre literaturas diversas e transpor-me para alguns dos personagens de muito autores de países diferentes, não consigo retratar com fidelidade uma história da qual pertenço.
Essa geração de andorinhas desprovida de amor familiar povoa as mesmas cidades contemporâneas, vivem na era da informática, usufruem de aparelhos eletrônicos e digitais, cultuam a religião e se esquecem verdadeiramente de Deus e na integra não entendem o Evangelho de Jesus Cristo.
O planeta Terra gira enlouquecido... Observo os ninhos dessas andorinhas que descendem desse par de bicos, o macho voou tão alto que foi para o céu e não voltou, mas deixou a fêmea e doze andorinhas.
Essas doze procriaram e apartou-se por mundos diferentes. Umas comem alpiste e defecam ouro e outras comem ouro e defecam alpiste. A grande maioria desses pássaros sanguíneas e egocêntricas deixou em minha mente algumas interrogações... Uma, duas, ou três dessas andorinhas me parece equânimes, mas quem sou para enuncia-las se sou filha de uma das doze andorinhas.
Só... Consigo ver com tristeza a desunião de todas elas...O deslumbramento de umas por se acharem donos da verdade... Mas que verdade ? É lamentável ver tanta prepotência num bando de hipócritas que só conseguem acusar, criticar e ignorar os mais carentes de auxilio. Família que se diz cristãos... Uma citação do escritor Joseph Murphy sintetizaria com precisão o que penso em relação a esses falsos salvadores de almas... "Antes que se possa recuperar e ajudar outras pessoas, faz-se necessário tratar do seu próprio revigoramento em termos de sabedoria e de compreensão. Somente se pode dar aquilo que se possui. Freqüentemente, os pregadores da praça pública e os praticantes do bem estão apenas projetando sobre os outros suas próprias deficiências e limitações. O cego não pode guiar outro cego." As pessoas estão na maior parte do seu tempo preocupadas com os problemas dos outros e esquecem por vezes de ser felizes.Por essa razão penso que essas andorinhas não contribuíram para felicidades de outras que vieram e estão por vir...
Por hora preciso esquecer minhas frustrações pois é Natal...
Cada noite de Natal é mais uma oportunidade para refletirmos... Será que estaremos no próximo natal ?...
E assim me esqueço no tempo, recordo o pouco que convivi com meu avô e me gratifico de ter conhecido nele o pai que nunca tive.
Fecho os olhos, aprecio a moldura e a pintura da minha tela mental. Lá está o meu avô "pai Paulo", minha avó "mãe Nenê" e as doze andorinhas na janela...


(Luiza Lozada - 07/01/2002)

Quebra-cabeça!




Hoje resolvi escrever sobre o companheirismo, sobre a provável amizade eterna.
Na verdade tudo isso para elucidar a vida, e se é que pode alguém falar com exatidão e fazer tal façanha sem comprometer a psique.
O motivo pelo qual me fez pensar na vida de forma analítica, tem nome: Morte !
São quarenta e dois outonos questionáveis de experiências boas e ruins. É verossímil que as ruins pesem mais, talvez porque geralmente quando vemos a primavera esta já está tão distante em lembranças remotas. Todavia são retalhos, pedaços que compõem essa grande ilustração que é a vida.
Eu definiria como um grande quebra-cabeça!
Acho Deus Magnânimo! Fez da vida uma incógnita para que a cada hora finda refletíssemos sobre ela.
E se idealizássemos Deus como Um Grande Fotógrafo ?
Ele fotografaria cada um de nós com a vida planejada e concluída. Tudo composto numa imensa gravura. Nela estaria o nascimento, o transcorrer de toda a vida, também estaria os prováveis deslizes, sucessos, amores e dissabores. Cada um de nós teria sua própria fotografia prontinha antes mesmo de ver a luz do sol. Nessa grande ilustração estariam os pais, os amigos, inimigos, estariam também os animais de estimação. A totalidade do que existe estaria esculpida nesta gravura, sintetizando a adição da vida e estaria exposto o essencial para sermos felizes ou não...
Deus também sendo a própria Essência Atilada, sabe que sua criação tem o poder de mutação, isto é, o ser humano transformaria-se naquilo que lhe convém, tendo a necessidade de crescer, procriar,amar e ser feliz, pois é fornido de inteligência, teria a capacidade de discernir o caminho a ser percorrido.
O trajeto de cada um pode ter pétalas de flores como também espinhos, mas consciente da escolha sabemos que podemos chegar a qualquer lugar. Dentro dessa ideologia , Deus retalha e embaralha toda essa fotografia... Depois de todo o processo embaralhado, estaria pronto o quebra-cabeça para que pudéssemos juntar as peças uma a uma e termos a vontade de vencer com perseverança as contingências da vida. Reconstruindo a própria vida ou melhor, o próprio destino,seriamos o próprio resultado de nossa labuta. Acredito que num acordo ainda na condição de essência damos o direcionamento dos fatos já traçado, nós que muitas das vezes não o cumprimos. Deturpamos o seu diverso sentido.
É claro que Deus não nos facilitaria, as peças são dúbias propositalmente para sermos testados em nossa fortaleza e resignação. É óbvio que nada é comprovado cientificamente, faço dessas minhas palavras ou escrita minha analogia, minha loucura.
Às vezes em meus delírios acho Deus Um Pai Brincalhão, nos joga dentro de uma grande bola que flutua no ar e fica nos girando, girando, girando até que cheguemos há um estado de purificação, mas a maioria somente chega próximo ao estado de vomição de tanto se embriagar pela vaidade, orgulho e opta por ser o cubo de gelo mergulhado no álcool da malevolência.
Quando comemos algo que não faz bem ao organismo, expelimos com impetuosidade sem poder às vezes evitar o constrangimento. Assim também é o alimento para o ego, senão presta danifica o corpo como também a alma...
É dentro dessa filosofia desvairada que percebi como dói ver almas amigas irem embora sem ao menos ter tido tempo de dar um ultimo abraço, um adeus de despedida. São pedaços do meu quebra-cabeça desfazendo-se, se perdendo no tempo e no espaço que pra mim parece tão distantes e às vezes tão próximos. É um sentimento obscuro mergulhado na escuridão das interrogativas, dos porquês, na sensação da perda de um pedaço da vida, ou melhor deste quebra-cabeça!
Dentro desse prisma, acredito que vemos o quebra-cabeça montado uma única vez, antes de encarnarmos e assim mesmo de relance e com olhar oblongo. Por motivos talvez de esquecimento onde o passado e futuro são o presente nos minutos findos e vindouros que conhecemos antes mesmo de nascer.
Achega-se o inverno e parece estarmos mais próximo de Deus, em particular não vejo mais os sorrisos dos amigos, não tenho mais o bate-papo sem demora, figura-me na lembrança o brilho dos seus olhares, seus projetos, suas felicidades. São momentos eternos que perduram sobre ás rugas dos meus olhos cansados e acobertam os meus pensamentos com pelos mesclados.
E daí ?
A vida é assim para todos, por que me sinto tão triste e isolada nas interrogativas?
A vida é reticente...
Fecho os olhos...
As copas das arvores dançam no ritmo do vento, as folhas secas caem ladrilhando o chão.
Em pequenos intervalos abro os olhos e admiro o voejo das borboletas, a vida continua passando...
Ouço já sonolenta a melopéia , o suspiro da atmosfera bailando...
E as lembranças parecem momentos vivos e a minha vida continua passando..


(Luiza Lozada - 02/03/2002)

Silêncio Interior




Fecho os olhos
O silêncio invade meu ser
Ambos no vácuo, no nada...
Transcendemos por lugares desconhecidos
Questionamos...
Eu cega...Ele mudo ...
Ele tem em mim um veículo de transporte
Eu nele a meditação
E juntos viajamos...
Temos saudades
Vasculhamos o passado
Recordamos
Vivenciamos um tempo saudoso
Um tempo vivo na mente
Sempre vivo...Sempre vivo...
Latejando...
Época que não volta mais...
Obstante tempo
Necessitado no presente...
Pensamentos...
Neste momento entorpecido
Eu, o silêncio...Buscamos o tempo
Unificamos...
Unificados...
Exatamente agora sendo três...
Inumados
Na própria loucura
Sinto os neurônios evaporando no ar
Minha atonia mental
Sempre... Para sempre!
Questionando novamente...
Buscando no passado
Uma saudade que muito dói
Pela ausência...Pelo vazio presente...
Que danifica a alma
Que danifica o corpo
Em transe ...Adormecida no passado
Anestesiada pelo silêncio
No tempo agora desconhecido
Tridimensional
Ali estática...Superficialmente presente...
Eu, o silêncio e o tempo
Intangíveis
Unificados
Somos um átomo...

( Luiza Lozada - 18/04/04)