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sábado, 19 de agosto de 2017

A batalha em preto e branco!











A batalha se iniciaria brevemente. Os adversários estavam quase prontos. 

Entretanto, faltava alguns procedimentos  a serem tomados para aquele dia fatídico para algum deles. Estudavam entre si  a forma de combate e o abate do inimigo. 

Eram analisados os  seus perfis e seus potenciais, tudo isso às escuras, é claro. 

Toda a tropa unida e cada um no seu quadrado.

Todos os envolvidos buscavam aperfeiçoamento e fórmulas de progressão para definir a estratégia dessa guerra em preto e branco e que não demoraria muito.

Ao longo dessa peleja foram visualizados campos estratégicos de cada inimigo. 

O terreno estava fragmentados em sessenta e quatro pedacinhos, metade branco e a outra em preto. Deslindaram ainda que nesses espaços dessa guerrilha havia estudos sobre a movimentação dos inimigos. Tudo estava camuflado. 

Emboscadas feitas e planejadas por linhas. Linhas estas que eram colunas,verticais, fileiras, diagonais. Todas estavam mapeadas e, cada uma dessas, estudadas minuciosamente. 

Toda informação já nas mãos dos inimigos.

Os revestidos de armadura branca iniciaram o ataque. Eram oito fortemente armados, posicionado à frente de toda tropa. 

Do lado oponente já se avistavam os soldados posicionados pronto para o ataque e defesa. E todos impecavelmente trajando em seus uniformes gomados de cor preta, delineando sua hostilidade latente.

- Avante! Gritou um deles dando os dois primeiros passos à frente.

As grandes torres estavam de sentinela e de binóculos. Vigiavam  o restante de sua tropa e o avançar do astucioso inimigo. Velavam principalmente pela integridade física de seu rei. 

Os cavalos indomáveis empinavam-se em fúria. Trotavam em formato de uma letra, velozes.  Suas crinas esvoaçavam na rapidez de seus galopes de encontro ao vento frio. De ambos os lados, o combate latejava veias e artérias de cada 
armígero matraqueado.

- Rumo à vitória! Foi o brado de um deles. Todos alinhados lado a lado marchando de passo em passo.

A rainha preocupada, chamou os seus bispos. Precisava de uma força divina ou pelo menos através das suas sagrações, mantivessem firme em sua plenitude de sacerdócio, a oração. Que pedissem aos deuses proteção ao seu exército, que unidos, buscassem a segurança do seu rei e dos seus herdeiros. Poderiam rezar pelas almas dos soldados mortos e dos sobreviventes combalidos.

Ao receberem as ordens de sua majestade,  os prelados partiram  avançando em passos largos e firmes em direção diagonal para onde já se via alguns capturados e outros ainda vivos, porém encurralados. 

Sem temer e pular peças intervenientes que os elevassem a perder diante de DEUS a sua espiritualidade, vestiram mentalmente a armadura de guerrilheiros e de encontro aos seus adversários, os capturavam quando estes demônios físicos  pairava em sua frente.

A rainha por sua vez dera um beijo fraterno em seu marido e amado rei e lhe prometera que faria de tudo para que os inimigos não chegassem até ele. Todavia as duas tropas continuava o intento da capturar o inimigo mais forte. Pois em posse deste se daria a vitória e o término da testilha. De certo que na porção fragmentada em ângulos retos, alguém sairia com o troféu e o outro desbaratado.

Foram sucessivas baionetas. Combinação de ambos os lados, garfo,lance,lance de espera e lance secreto.

Pares de olhos supervisionando a partida.As partidas abertas e as fechadas sendo inspecionadas por uma platéia silenciada e contida.

Os peões atrasados, dobrados, isolados e passados. Toda a ação ali presenciada era registrada em papeleta.

Golpes de surpresas desequilibrando a disputa. O trebelho sendo admirado por olhos de espectadores, alguns confusos, e outros entediados. Contudo, os apaixonados em torcida e sem confusão, atentos o desfecho que não demoraria acontecer. 

Um embate de intelectuais, racionais, versados  e indubitavelmente peritos.

Por alguns momentos, uma guerra de nervos e neurônios. Onde o segundo jogador parecia ter vantagens.

O relógio indicando o dispêndio de tempo, de cada jogada. Os ponteiros de segundos parecendo mais apressurado que o normal.

Alguém da platéia sendo censurado por ter gritado: 

- cuidado!

Praticamente já se percebia quem levaria o troféu. 

De repente, uma ruptura em ambos os lados, entre ataque, obstrução e manobra. 

Depois de horas protegendo os seus reis, um deles é afogado!

Na grande tela que visualizava minuciosamente cada lance da partida para os que ali estavam, se podia ver em luzes intermitentes alternadamente em preto e branco: 

EMPATE! 

EMPATE!




2 comentários:

FLORIPA & CHOCOLAT disse...

Um texto muito inteligente.
O uso e colocação das palavras, denota um vasto conhecimento da língua.
Não me causa surpresa esse seu talento. Pois fico aqui pensando com meus botões:
Onde esse exército está?
Os olhos olham e veem;?
O jogo pode mudar?
Perguntas que os engalanados precisam responder, uma vez que sua tropa possui um vasto conhecimento do fazer pedagógico.
Tenho orgulho em ser seu fã e seu amigo.
Luz e paz!

Unknown disse...

Olá Luiza,belo texto apresenta conhecimento,e abre a mente. Porem eu observo no início do texto, uma divagação, ou melhor uma dicotomia,talvez proposital Mas que pode dar uma rejeição inicial ao texto, entre leitores adultos e conhecedores da arte do xadrez.A uma ida e volta nem algumas palavras,parece que hora você fala para adultos, e logo a frente a infantes,não é nada marcante ou que venha prejudicar o desenrolar da história. No meio do texto você parece não acreditar em sua habilidade de escrita,percebo em você uma preocupação e precaução em usar termos técnicos,e isso limita você à não ser audaz.esse gesto seu tira um pouco da imaginação do leitor.A espaço para você demonstra o quanto a luto de poder no texto,pode ter uma característica pessoal para o leitor. Minha amiga, gostei do texto, mas você tem que defini-lo para mim parece uma crônica bj