
Quanto tempo...Terei tempo?
Os ponteiros do relógio
Dançam enlouquecidos
Nos anos findos já esquecidos
Vejo no reflexo do espelho, as carquilhas.
Que adentram na membrana de minha carne
Ferem a vaidade, tange e arde.
Quanto tempo... Tempo conducente
Sobretudo quando a juventude flui
Em ralos da futilidade... Bobagem?
Junto na poeira, viaja no vento.
Sem aperceber o adeus
Sem trazer saudades
Mala da vida, o vácuo na bagagem
Quanto tempo... Tempo estúpido
Movidos nas horas, sem delongas
Indo embora...
O que existe...
Na madrugada dorme
O que não é mais...
É esquecido, apodrece
Jazem sob os lençóis de pedra
O corpo gélido, o final que regra.
(Luiza Lozada)
Nenhum comentário:
Postar um comentário