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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tempo...




Quanto tempo...Terei tempo?
Os ponteiros do relógio
Dançam enlouquecidos
Nos anos findos já esquecidos
Vejo no reflexo do espelho, as carquilhas.
Que adentram na membrana de minha carne
Ferem a vaidade, tange e arde.
Quanto tempo... Tempo conducente
Sobretudo quando a juventude flui
Em ralos da futilidade... Bobagem?
Junto na poeira, viaja no vento.
Sem aperceber o adeus
Sem trazer saudades
Mala da vida, o vácuo na bagagem
Quanto tempo... Tempo estúpido
Movidos nas horas, sem delongas
Indo embora...
O que existe... 
Na madrugada dorme
O que não é mais... 
É esquecido, apodrece
Jazem sob os lençóis de pedra
O corpo gélido, o final que regra.

(Luiza Lozada)

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