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domingo, 13 de agosto de 2017

Desejo






No começo nos parece puro
Tão guarnecidos, claro como o dia
Tão presumidos, árdua autonomia
O desconhecido sentimento em suma

Ah! Que desejo é esse que dói
Como ventos difundindo-se em suspiros
O luar de estrelas em retiro
O óxido de um metal corroído

Quem de nós, nostálgicos, secretos...
Não idealizou um amor perfeito
Nos pensamentos coloridos e inquietos
O primeiro inocente beijo...

Minhas horas desperta a mocidade
No pretérito, a infância foi flores
Segundos, minutos, espelho-me na vaidade
Início, começo de muitos amores.

Se um rapace de coração achegar
E abraçar os meus braços nus
Não deixarei a chama da vela apagar
Combustão...do amor, caminho que nos conduz

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