Eles
adentram a mata com seus pés, mãos
e
almas sujas,
Em
suas costas estão as mochilas, facas,
serras
e desamor,
Abraçadas,
enraizadas, pressentem a dor.
Cedro-vermelho,
Ipê-peroba, Bicuíba,
Pau-rosa,
Cerejeira, Jacarandá-da-Bahia,
Jatobá-amarelo,Angelim-pedra-amarela,
Imbuia
Pau-amarelo,
Canela-preta, Ucuúba
Pau-brasil,
Araucária, Urucuuba
Árvores!
Vidas ameaçadas de extinção
Madeira
pesada, bege para o amarelo
levemente
rosado,
Extirpadas,
da Mata Atlântica, Pantanal e do Cerrado.
Garapeira,
Grapia, Jataí e Muiratuá.
Mortas!
Sepultadas em pontes,
esquecidas
em acabamentos internos.
Tudo
pelo dinheiro e por fins modernos
As
serras continuam morde-lhes as entranhas
com
dentes afiados decepando almas
lambendo
seus frutos e folhas
extirpando,
caules, braços e ninhos.
Mogno,
Acaju,Cedrorana, Caoba
seu
marrom avermelhado
quase
vermelho, parece sangrar
Sua
essência remanesce nos barcos, navios
nos
pés suados e sujos de areia
levam
grãos que arranham sua pele,
perdura
já, em assoalhos, em brilho leve
Cedro-rosa,
Capiúva, Cedrilho
Cedro-manso,
Cedro, Dardo, tanto faz
Subsisti
no âmago das construções
vislumbram
nos instrumentos musicais
em
sons que toca o amor e também a dor
Tão
sublime é a natureza
Que
resiste na esperança a própria cor
Itaúba,
Lorê, Taúba-pequenina
Louro-itaúba
e Nhambiquara
Dentre
todas, as mais exploradas
cor
oliva e marrom amarelado,
abortada
do ventre da terra-mãe
sobrevivem
mutiladas, em construções externas
pontes,
postes, estacas, e vigas
pedaços,
tocos, transformados em arte moderna
abrindo
o lugar para as cernas.
A
casta humana e toda natureza são filhos da TERRA!
O
meio ambiente os aposentos dessa casa
Ecossistema,
os atavios para boa vida
Ah!
As árvores!
Todas
tão importantes e belas!
Grandes
ou de pequenos portes,
com
raízes pivotantes,
desempenham
um importante papel.
Certamente,
Deus as desenhou a pincel
As
copas, as flores, os frutos,
tudo
nela é mais que singelo,
é
mais que poético!
É
vida, é oxigênio da Terra!
Luiza
Lozada

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