Observo
no silêncio o tempo inquieto
Há
algo velado nele
Não
sei o que é, e não entendo
Por
horas uma tristeza me abate
Delongas
horas me emudece
Toma
conta de mim essa dor
Estranha
– vazia - pesada no andor
Acolhida
no porão de minha alma
Repousa
a minha mente
Questionando
a vida – sempre
Sempre!
Ah!
A vida por ela só…
O
início, o meio e o fim…
Tão
somente – só!
Aturdida
viajo para lugares
Que
nunca acalcanhei as terras
Mas
reconheço nelas a nostalgia
De
um passado flanado sem via
E
me ouço no vasto silêncio
O pulsar das minhas artérias
A
dor! Da dor, doída!
Percebo
o vento tépido na pele
Meus
olhos acortinados
Testemunham as luzes dançantes
Na
negritude de um vazio brilhante
Trago
lentamente o ar morno
Adentrando
em meus pulmões
Inspiro…
Espiro…
Anestesio-me
em pensamentos…
Continuo
nessa minha inquietude
E
não me tenho mais…
Luiza
Lozada - 09/07/2018

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