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terça-feira, 10 de julho de 2018

Inquietude!




Observo no silêncio o tempo inquieto
Há algo velado nele
Não sei o que é, e não entendo
Por horas uma tristeza me abate
Delongas horas me emudece
Toma conta de mim essa dor
Estranha – vazia - pesada no andor
Acolhida no porão de minha alma
Repousa a minha mente
Questionando a vida – sempre
Sempre!
Ah! A vida por ela só…
O início, o meio e o fim…
Tão somente – só!
Aturdida viajo para lugares
Que nunca acalcanhei as terras
Mas reconheço nelas a nostalgia
De um passado flanado sem via
E me ouço no vasto silêncio
O pulsar das minhas artérias
A dor! Da dor, doída!
Percebo o vento tépido na pele
Meus olhos acortinados
Testemunham as luzes dançantes
Na negritude de um vazio brilhante
Trago lentamente o ar morno
Adentrando em meus pulmões
Inspiro…
Espiro…
Anestesio-me em pensamentos…
Continuo nessa minha inquietude
E não me tenho mais…






Luiza Lozada - 09/07/2018

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