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sábado, 19 de agosto de 2017

aleia brasil









Entre lixos, cacaieiros, seres latejantes
Nas entrelinhas, nos destroços, ratos e corpos 
Perfilados em desgraça, canteiros, cantos dissonantes
Observados nas palhoças, moribundos, semimortos

Medrando em olhos nus, sob sóis e luas
Os mortiços em meia consciência, nefastos
Numa cidade invisível, fria e nua
Onde não se abriga, os sem-teto, infaustos

Viciados, famintos, cada vez massivo
Perfilados, aglomerados na famosa aleia Brasil
Cenários de novelas e desgraça alheia
Continente pospostos por larápios estadistas, vil

Avante país de rapaces, vigaristas
Seus roubos e caras estampados em revistas
Imoderados por bens e riquezas
Toda a nação do bem, de luto e tristeza

Brasil, país sem ordem e sem progresso
De filhos estultos e herdeiros de restos
País de baderneiros,oportunistas e espertos
Desgraçando toda uma nação no retrocesso

Um comentário:

Unknown disse...

Já dizia Renato Russo que pais este! E vc nem falou do câncer nacional os políticos corruptos.