Fecho os olhos – Ponho-me na escuridão
Vejo-me
por inteiro neste momento
Vasculho,
tateio o que ficou para trás
Na longa
estrada decorrida que precisa demão
O tempo,
as horas – Todas intervalos destes
Vêm em
reflexos os perímetros contornados
Nas
palavras soltas, sem nexo – Plexo
Na
construção de um castelo no ar – Implexo
Pensamentos
doídos, pedras atiradas – Soltas
Agrupadas
em silencio da rudeza, torna-volta
Que o
arrependimento não desfaz, agora.
Ainda de
olhos cerrados, submerso em interrogativas
Navego
entre nuvens existências – Sigo
Bruxuleando
a vela da vida - Prossigo

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