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domingo, 8 de outubro de 2017

A VELA DA VIDA






Fecho os olhos – Ponho-me na escuridão
Vejo-me por inteiro neste momento
Vasculho, tateio o que ficou para trás
Na longa estrada decorrida que precisa demão

O tempo, as horas – Todas intervalos destes
Vêm em reflexos os perímetros contornados
Nas palavras soltas, sem nexo – Plexo
Na construção de um castelo no ar – Implexo

Pensamentos doídos, pedras atiradas – Soltas
Agrupadas em silencio da rudeza, torna-volta
Que o arrependimento não desfaz, agora.

Ainda de olhos cerrados, submerso em interrogativas
Navego entre nuvens existências – Sigo
Bruxuleando a vela da vida - Prossigo









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