Jacober um jovem de trinta anos gozava
de uma vida de boemia até abrir o telegrama. Lia e relia, irritado
massou-o e jogou-o no canto da cabeceira da cama. Não teve tempo de
arrumar sua bagagem. Restava-lhe apenas alguns minutos, e atordoado
pelo inesperado, estava em choque.
Sentou-se a beira da cama, tateou
alguns objetos. Abriu a mala, colocou algumas peças de roupa, pegou
um estojo, deu uma leve conferida. Um pente, um jogo de barbeador,
desodorante e uma caixa de cotonetes, quase vazia. Levantou e foi até
a estante, escolheu um livro. “Talvez pudesse ler nesse ínterim”
pensou.
Sentiu um cheiro forte de café que
vinha do vizinho e ficou amuado por não ter tempo de ir ao
"Barcaffè", sua rotina matinal preferida. Estava zonzo com
o comunicado. Talvez não devesse temer. Deitou na cama e ficou
olhando para o brilho da lâmpada, observando os pontos pequeninos de
sujeiras do seu interior. Um turbilhão de pensamentos conexos e
desconexos. Uma confusão mental.
Entrou em pânico, seu coração
disparou. Estava mergulhado na própria escuridão.
“Um, dois, três! Desfibrilador!”

Um comentário:
Extraído do conto: " O viajante, com (1016)palavras" Foi reduzido para (180) palavras. Está participando de um concurso: Micro contos e ainda teria que ter a palavra "café" contida no texto.
Este foi o resultado final com a mudança do título para: O telegrama.
Espero que gostem e deixe suas críticas.
O concurso que " O telegrama" está participando, são no máximo (200) palavras.
Então que venham as críticas, boas ou ruins.
Gratidão a todos!
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