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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O telegrama.




Jacober um jovem de trinta anos gozava de uma vida de boemia até abrir o telegrama. Lia e relia, irritado massou-o e jogou-o no canto da cabeceira da cama. Não teve tempo de arrumar sua bagagem. Restava-lhe apenas alguns minutos, e atordoado pelo inesperado, estava em choque.
Sentou-se a beira da cama, tateou alguns objetos. Abriu a mala, colocou algumas peças de roupa, pegou um estojo, deu uma leve conferida. Um pente, um jogo de barbeador, desodorante e uma caixa de cotonetes, quase vazia. Levantou e foi até a estante, escolheu um livro. “Talvez pudesse ler nesse ínterim” pensou.
Sentiu um cheiro forte de café que vinha do vizinho e ficou amuado por não ter tempo de ir ao "Barcaffè", sua rotina matinal preferida. Estava zonzo com o comunicado. Talvez não devesse temer. Deitou na cama e ficou olhando para o brilho da lâmpada, observando os pontos pequeninos de sujeiras do seu interior. Um turbilhão de pensamentos conexos e desconexos. Uma confusão mental.
Entrou em pânico, seu coração disparou. Estava mergulhado na própria escuridão.
Um, dois, três! Desfibrilador!”

Um comentário:

Luiza Lozada disse...

Extraído do conto: " O viajante, com (1016)palavras" Foi reduzido para (180) palavras. Está participando de um concurso: Micro contos e ainda teria que ter a palavra "café" contida no texto.
Este foi o resultado final com a mudança do título para: O telegrama.
Espero que gostem e deixe suas críticas.
O concurso que " O telegrama" está participando, são no máximo (200) palavras.
Então que venham as críticas, boas ou ruins.
Gratidão a todos!