Páginas

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Copos Vazios


A chuva torrencialmente chora lá fora
Os pensamentos perturbam
As respostas navegam em mares turbulentos
Infesto delírio que não vai embora

Obrigo-me acreditar
Se o dinheiro não pode comprar
Pouco se é conquistado, de fato
Pobre ser desgraçado, sem dote, sem nome

O que lhe cabe e o que lhe resta?
Se tudo que faz nada presta
Pútrido tresvario
Sem saída, sem fresta

Inescusável burguesia
Que vê o pobre desprotegido
Lentamente morrer de fome, de azia
De cachaça, a garrafa está vazia

E as autoridades e seus dossiês!
Estão na caixa surpresa: politiquice
E minhas mães, IRENE e IRENICE
Não podem ter, o que não posso oferecer

Copos vazios, alucinação minha
Ébrios na mesa de um bar
Eu tola, vivo esta utopia
De ser feliz...Bêbada magia...

Nenhum comentário: