A chuva torrencialmente
chora lá fora
Os pensamentos
perturbam
As respostas navegam em
mares turbulentos
Infesto delírio que não
vai embora
Obrigo-me acreditar
Se o dinheiro não pode
comprar
Pouco se é conquistado, de fato
Pobre ser desgraçado,
sem dote, sem nome
O que lhe cabe e o que
lhe resta?
Se tudo que faz nada
presta
Pútrido tresvario
Sem saída, sem fresta
Inescusável burguesia
Que vê o pobre
desprotegido
Lentamente morrer de
fome, de azia
De cachaça, a garrafa
está vazia
E as autoridades e seus
dossiês!
Estão na caixa
surpresa: politiquice
E minhas mães, IRENE e
IRENICE
Não podem ter, o que
não posso oferecer
Copos vazios,
alucinação minha
Ébrios na mesa de um
bar
Eu tola, vivo esta
utopia
De ser feliz...Bêbada
magia...

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