Às vezes acho graça
Imagino os comentários
As oposições de
pessoas pacóvias
Hipócritas
Que não gostam
Não permitem serem
amadas.
Eu sou assim
Gosto de evidenciar o
amor
E também o ódio.
Gosto de ser o
anonimato
De ser atriz e me fazer
de poeta.
O amor... Ah! O amor!
O poeta precisa de
musas pra se inspirar
E eu de músicas pra
devanear...
E da ponta de um lápis
pra me acompanhar.
Ele dança e desliza
numa folha de papel
Embalados nos meus
pensamentos
Abraçados em meus
sentimentos.
Somos assim...
Acreditamos no amor
Meu coração é um
escopo de emoções
Um alvo certo eu
diria.
De doçura e de
candura.
Carismático... Não
tolo!
Os néscios amam e
sonham também.
Ah! A música não
para...
Deliramos...eu e o
lápis
Imaginando e compondo
Saudade de uma boca que
não beijei
Do abraço que não
tive
Do aperto e suor das
mãos
Do desejo incontido de
esperar...
O amor se achegar
cálido
Tonteando a razão
aguerrida.
Ah! O amor...
Ser amado e desejado
Utopia de um poeta
Vivenciando fantasias
Ah! O amor...
Acorda o poeta
adormecido
Lendo em seu manuscrito
O seu amor redigido
Ah! Saudades!
É preciso ir
embora...agora
Contraí dívidas com o
meu coração
E agora sou o seu
próprio analista.
É preciso escrever...
desoprimir
Chorar o amor numa
folha de papel
A música é meu
passa-porte
Para um tempo sem
norte.
Ah! Meu querido e amado
lápis
Confidente companheiro
de viagem
Ah! Meu amor!
Meu coração é pista
de aterrissagem
Que aguarda o teu
breve pouso.
E quando ler algo
parecido como este recado
Terá o testemunho do
bilhete de viagem
Daqui a pouco...Daqui
desse lado
Que tu venhas ao meu
encontro
Meu amor!
Pois há muito te
espera...

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