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sábado, 8 de abril de 2017

Utopia de um poeta


Às vezes acho graça
Imagino os comentários
As oposições de pessoas pacóvias
Hipócritas
Que não gostam
Não permitem serem amadas.
Eu sou assim
Gosto de evidenciar o amor
E também o ódio.
Gosto de ser o anonimato
De ser atriz e me fazer de poeta.
O amor... Ah! O amor!
O poeta precisa de musas pra se inspirar
E eu de músicas pra devanear...
E da ponta de um lápis pra me acompanhar.
Ele dança e desliza numa folha de papel
Embalados nos meus pensamentos
Abraçados em meus sentimentos.
Somos assim...
Acreditamos no amor
Meu coração é um escopo de emoções
Um alvo certo eu diria.
De doçura e de candura.
Carismático... Não tolo!
Os néscios amam e sonham também.
Ah! A música não para...
Deliramos...eu e o lápis
Imaginando e compondo
Saudade de uma boca que não beijei
Do abraço que não tive
Do aperto e suor das mãos
Do desejo incontido de esperar...
O amor se achegar cálido
Tonteando a razão aguerrida.
Ah! O amor...
Ser amado e desejado
Utopia de um poeta
Vivenciando fantasias
Ah! O amor...
Acorda o poeta adormecido
Lendo em seu manuscrito
O seu amor redigido
Ah! Saudades!
É preciso ir embora...agora
Contraí dívidas com o meu coração
E agora sou o seu próprio analista.
É preciso escrever... desoprimir
Chorar o amor numa folha de papel
A música é meu passa-porte
Para um tempo sem norte.
Ah! Meu querido e amado lápis
Confidente companheiro de viagem
Ah! Meu amor!
Meu coração é pista de aterrissagem
Que aguarda o teu breve pouso.
E quando ler algo parecido como este recado
Terá o testemunho do bilhete de viagem
Daqui a pouco...Daqui desse lado
Que tu venhas ao meu encontro
Meu amor!

Pois há muito te espera...

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