Um lugarzinho chamado
Brasil
Ouve-se todo tipo de
história
Pessoas morrem de balas
perdidas de fuzis
E dizem que o povo de
lá não tem memória
Conta um bocado de
línguas
Que pobre de lá não
tem vez
Vive uma vida medíocre
e a míngua
O poderio é do
político burguês
Terra de marajá, manda
é quem tem
Irmão pobre e rato na
mesma periferia, advém
Bandido de colarinho
branco
Rouba, corrompe, mata
Rouba, corrompe, mata
E nenhum processo lhe
sobrevém
Lá nesse país roubam
a previdência
O dinheiro procurado,
quedo. Ninguém sabe...evapora
As autoridades temem
providência...
Polícia!Polícia!
Polícia!Polícia!
Onde foi o fraudador?
Foi embora...
Foi embora...
Me contaram uma vez,
não sei se é verdade
Que um juiz, um tal de
Ladislau
Roubou tanto o país,
mas tanto
Que por isso morreu e
se deu mal
Lá é assim, paraíso
de beleza infinita
O dinheiro tudo compra,
o voto e o veto
Inventaram um monte de
bolsa: família, gás e pipoca!
O voto cabresto a
papocar, que espertos!
Nesse lugar, bandido
pobre vai pra cadeia
E o povo trabalhador é
que custeia
Bandido rico não é
delito, é moda
Trabalhador pelo visto
é visto como idiota.
Ah! Quantas conversas
ouvi de lá
Que mulheres com TPM estão nervosas
No senado, a pressão
ACM, são tarefas escabrosas
Abastardando o belo
país com tipo eleito!
Quão triste esse povo
está
Sem salário e contas a
pagar
Os corteses em dois
mandatos vão cochilar
E sentenciam a idade do
povo a labutar
Lá nessa terra o povo
trabalha até morrer
São escravos
contemporâneos
Negros, mamelucos,
cafuzos, amarelos e brancos
Sustentando
vagabundos, imundos, verdadeiros cancros...
Recentemente encontrei
um caboclo desta terra
Cabisbaixo e triste
ainda nessa guerra
Me contou que surgiu lá
um tal de Moro
Um cara arretado e
destemido defendendo o povo
Sentenciou e prendeu
vários bandoleiros
Que roubou o país quase
inteiro
E o povo de lá
incrédulo com sua valentia
Renasceu a esperança
que isso vai mudar um dia...

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