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domingo, 9 de abril de 2017

Um lugarzinho chamado Brasil



Um lugarzinho chamado Brasil
Ouve-se todo tipo de história
Pessoas morrem de balas perdidas de fuzis
E dizem que o povo de lá não tem memória

Conta um bocado de línguas
Que pobre de lá não tem vez
Vive uma vida medíocre e a míngua
O poderio é do político burguês

Terra de marajá, manda é quem tem
Irmão pobre e rato na mesma periferia, advém
Bandido de colarinho branco
Rouba, corrompe, mata
E nenhum processo lhe sobrevém

Lá nesse país roubam a previdência
O dinheiro procurado, quedo. Ninguém sabe...evapora
As autoridades temem providência...
Polícia!Polícia!
Onde foi o fraudador? 
Foi embora...

Me contaram uma vez, não sei se é verdade
Que um juiz, um tal de Ladislau
Roubou tanto o país, mas tanto
Que por isso morreu e se deu mal

Lá é assim, paraíso de beleza infinita
O dinheiro tudo compra, o voto e o veto
Inventaram um monte de bolsa: família, gás e pipoca!
O voto cabresto a papocar, que espertos!

Nesse lugar, bandido pobre vai pra cadeia
E o povo trabalhador é que custeia
Bandido rico não é delito, é moda
Trabalhador pelo visto é visto como idiota.

Ah! Quantas conversas ouvi de lá
Que mulheres com TPM estão nervosas
No senado, a pressão ACM, são tarefas escabrosas
Abastardando o belo país com tipo eleito!

Quão triste esse povo está
Sem salário e contas a pagar
Os corteses em dois mandatos vão cochilar
E sentenciam a idade do povo a labutar

Lá nessa terra o povo trabalha até morrer
São escravos contemporâneos
Negros, mamelucos, cafuzos, amarelos e brancos
Sustentando vagabundos, imundos, verdadeiros cancros...

Recentemente encontrei um caboclo desta terra
Cabisbaixo e triste ainda nessa guerra
Me contou que surgiu lá um tal de Moro
Um cara arretado e destemido defendendo o povo

Sentenciou e prendeu vários bandoleiros
Que roubou o país quase inteiro
E o povo de lá incrédulo com sua valentia
Renasceu a esperança que isso vai mudar um dia...

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