Apologia minha, relembrar do tempo
Hedonismo embalado ao vento
Ora! O que seria retomar o passado?
Ressonar na rede ao relento
Trocar o bom comportamento, pelo desatino
Acostar e pressentir o destino
Deu-me tudo ontem, e agora
O presente, o passado chora
Ver-te velho labutador
Entusiasmado pelos muitos anos
Lavrar à terra com tanto amor
Habilidade de suas mãos franzinas
Outrora conheci ainda menina
Portento era a figura do meu avô
Anjo entre nós, agora
Uberdade no plantio, no amor
Luzido de caráter e dignidade
Objetivo de sua vida, objeto de minha saudade

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