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sábado, 22 de agosto de 2020

Libertos!

 



Clarice abriu a janela de seu quarto e do terceiro andar observava pessoas com máscaras multicoloridas. Caminhavam tranquilamente pelas ruas arborizadas. O sol refletia nas vidraças dos prédios vizinhos luzes coloridas.

O cheiro do ar que inspirava tinha gosto bom. Refletiu… tudo modificado por conta do vírus que espedaçou vidas. O futuro fora acelerado por conta da massa solitária.

Doravante, videoconferências, ensino à distância, trabalhos se tornaram remotos. O isolamento valorizou profissionais desapercebidos. Clarice voltou-se para dentro e observou sua máquina de escrever que se tornara um objeto de decoração, porém naquele dia ela resolveu ruidar as teclas fazendo delas o seu próprio grito de libertação: “Fim da pandemia”.

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